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L>PitaAlegrias e Alegorias October 26 Os Caminhos do Podermandato: 1. período de tempo determinado oficialmente no qual alguém detém poder ou responsabilidades. mandato. eleito para um mandato de quatro anos [elegido para un mandato de cuatro años]; término de mandato [término del mandato]. 2. poder dado a um país, depois da Primeira Guerra Mundial, pela Liga das Nações (hoje pela ONU), para governar um outro país ou parte dele. 3. missão, incumbência. mandato. 4. ordem ou preceito de superior para inferior; mandado. mandato, orden. (Em Português , não é comum o uso do termo mandato no sentido de ordem, procuração). mandato imperativo: 1. aquele que impõe ao parlamentar eleito pelo povo a obrigação de votar de um certo modo. 2. espécie de mandato, baseado no princípio da revogabilidade, que vigorou antes da Revolução Francesa, de acordo com o qual seu titular ficava vinculado a seus eleitores, cujas instruções teria que seguir nas assembléias parlamentares; se aí surgisse fato novo, para o qual não dispusesse de instrução, ficaria obrigado a obtê-la dos eleitores, antes de agir; estes poderiam cassar-lhe a representação.(*) mandato imperativo. mandato político-representativo: 1. situação político-jurídica com base na qual alguém, designado por via eleitoral, desempenha uma função política na democracia representativa. 2. direito ou poder dado a um governo ou grupo de pessoas para representá-los, decidir, votar e agir em seu nome. mandato electoral. October 25 Alegoria da Caverna_ Parte IVDiante da obra e vida de Platão, fica mais difícil analisar sua filosofia sob uma ótica metafísica ou religiosa, ou que não seja a política. Um homem que debateu com soberanos vaidosos conduzindo o destino de nações; que tentou implantar uma acadmeia para estudos materialistas e que via suas propostas sendo negadas por imperadores autoritários e com concentrado poder, deve querer dizer algo mais do que obscurantismo e personalismo nas sua filosofia. O viés máximo da obra de Platão é a política, e dentro desse viés, a revolução. O que mais se pode esperar de pessoas que conseguem "sair da caverna"? Uma pessoa saindo da caverna seria um acontecimento isolado, mas milhares de pessoas libertando-se dos grilhões que lhes amarram à escuridão, ao obscurantismo religioso, à obediênica a um monarca, a um fidalgo, a um patrão, significa nada mais do que uma revolução. E Platão não deveria estar referindo-se a algo individual quando fundou as bases de sua alegoria. Alegoria da Caverna_ Parte III"Platão nasceu um ano após a morte do estadista ateniense Péricles. Seu pai tinha como ancestral o rei Codros e sua mãe tinha Sólon entre seus antepassados. Inicialmente, Platão entusiasmou-se com a filosofia de Crátilo, um seguidor de Heráclito. No entanto, por volta dos vinte anos, encontrou o filósofo Sócrates e tornou-se seu discípulo até a morte deste. Pouco depois de 399 a.C., Platão esteve em Mégara com alguns outros discípulos de Sócrates, hospedando-se na casa de Euclides. Em 388 a.C., quando já contava quarenta anos, Platão viajou para a Magna Grécia com o intuito de conhecer mais de perto comunidades pitagóricas. Nesta ocasião, veio a conhecer Arquitas de Tarento. Ainda durante essa viagem, Dionísio I convidou Platão para ir a Siracusa, na Sicília. Platão parte para Siracusa com a esperança de lá implantar seus ideais políticos. No entanto, acabou por se desentender com o tirano local e retorna para Atenas. Em seu retorno, funda a Academia. A instituição logo adquire prestígio e a ela acorriam inúmeros jovens em busca de instrução e até mesmo homens ilustres a fim de debater idéias. Em 367 a.C., Dionísio I morre e Platão retorna a Siracusa a fim de uma vez mais tentar implementar suas idéias políticas na corte de Dionísio II. No entanto, o desejo do filósofo foi novamente frustrado. Em 361 a.C. volta pela última vez a Siracusa com o mesmo objetivo e pela terceira vez fracassa. De volta a Atenas em 360 a.C., Platão permaneceu na direção da Academia até sua morte, em 347 a.C.". Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Plat%C3%A3o EscravosHOMEM LIVRE Carlos Drummond de Andrade Atanásio nasceu com seis dedos em cada mão. Cortaram-lhe os excedentes. Cortassem mais dois, seria o mesmo admirável oficial de sapateiro, exímio seleiro. Lombilho que ele faz, quem mais faria? Tem prática de animais, grande ferreiro. Sendo tanta coisa, nasce escravo, o que não é bom para Atanásio nem para ninguém. Então foge do Rio Doce. Vai parar, homem livre, no Seminário de Diamantina, onde é cozinheiro, ótimo sempre, esse Atanásio. Meu parente Manuel Chassim não se conforma. Bota anúncio no Jequitinhonha, explicadinho: Duzentos mil-réis a quem prender crioulo Atanásio. Mas quem vai prender homem de tantas qualidades? in Menino Antigo (Boitempo II) José Olympio, 1973 © Graña Drummond http://www.algumapoesia.com.br/drummond/drummond12.htm October 16 A Alegoria da Caverna_ Parte IIHá muitas interpretações da
Alegoria da Caverna, de Platão, com referências em milhares de páginas
na internet. A interpretação que mais chama a
atenção é a religiosa, mas onde estaria o seu erro? Estaria no fato de toda religião possuir como fundamento o apriorismo, ou ausência de comprovação científica para se crer em um determinado fenômeno ou fato: basta a fé. Além do mais, o mundo material, para todas as religiões, é portador de dor e sofrimento, aludindo-se a ele as piores coisas possíves, já que somos mortais, e o processo de envelhecimento dos seres orgânicos vem sempre acompanhado de degeneração, até o completo falecimento dos órgãos e a morte. Como é possível, então, tirar conclusões religiosas de uma alegoria que baseia-se, exatamente, na descoberta e reconhecimento das coisas materiais como fundamento do pensamento e da vida? Platão, em nenhum momento, reconhece a religião como fundamento da vida social, política ou filosófica em sua alegoria, mas essa transgressão acontece de maneira corriqueira nas interpretações. Seria consequência do simples fato de Platão referir-se a outros mundos e dimensões? Estariam os religiosos e místicos simplesmente ignorando a intenção de Platão de referir-se ao pensamento e ao conhecimento (científico, biológico, físico e material) da realidade e acarretando uma inversão dos valores pregados por Platão, como fazem os ideólogos do capitalismo com as teorias da evolução de Darwin? Esquecem que por trás da alegoria descrita há uma infinidade de questões que apenas o "diálogo" aristotélico não conseguiu desvendar: quem aprisionou os homens na caverna? quem cometeu tamanho sadismo de passar-lhes os grilhões no pescoço? A alegoria de Platão segue adiante de todos os misticismos e religiões, encontrando eco no dia-a-dia das coisas reais e materiais, onde o patrão se apropria das riquezas produzidas pelos empregados. E estes estão cada dia mais explorados, mais humilhados, mais acoados pela polícia, pela opressão, pela vigilância, pelo discurso religioso, da cidadania e da igualdade inexistente. Muitos conseguem sair da caverna, libertarem-se, lutar pela libertação de outros mais. Descobrem que não só é preciso desconstruir a realidade, mas lutar contra aqueles que mantêm a "caverna", e a luta é árdua, é política. Mas não é impossível, pois tudo o que existe é uma possibilidade, e toda possibilidade é uma utopia que ainda não se concretizou. Fora toda explicação sobrenatural dos fenômenos materiais! Fora todo misticismo e obscurantismo! É preciso tomar partido! Por uma filosofia científica e de classe! A Alegoria da Caverna_ Parte I"Imagine uma caverna subterrânea onde, desde a infância, seres humanos estão aprisionados. Suas pernas e seus pescoços estão algemados de maneira que são forçados a permanecerem no mesmo lugar e a olharem apenas para a frente. A entrada da caverna permite que alguma luz ali penetre, proveniente de uma imensa e alta fogueira externa. Entre a entrada e os prisioneiros foi erguida uma mureta por onde homens transportam estatuetas de todo tipo, com figuras de seres humanos, animais e todas as coisas. Os prisioneiros enxergam, na parede do fundo da caverna, as sombras das estatuetas transportadas, mas sem poderem ver as estatuetas, nem os homens que as transportam. Os prisioneiros imaginam que as sombras vistas são as próprias coisas, já que não sabem distinguir estas das sombras. Também não podem saber que enxergam porque há a fogueira exterior, e imaginam que toda a luminosidade possível é a que reina na caverna. Que aconteceria, indaga Platão, se alguém libertasse um dos prisioneiros? Em primeiro lugar, ele olharia toda a caverna, veria os outros seres humanos, a mureta, as estatuetas e a fogueira. Embora dolorido pelos anos de imobilidade, iria até a entrada da caverna. Num primeiro momento, ficaria completamente cego, descobrindo que a fogueira, na verdade, é a luz do sol, e sua visão seria ofuscada por ela. Acostumando-se com a claridade, e prosseguindo no caminho, enxergaria as próprias coisas, descobrindo que durante sua vida não vira senão sombras e que, somente agora, contemplava a realidade. Então conhecedor do mundo, o prisioneiro regressaria à caverna para tentar libertar os outros. Para Platão, nesse retorno, os demais prisioneiros não acreditariam em suas palavras e, certamente, acabariam por considerá-lo louco, e o matariam". "Convite à Filosofia", Marilena Chaui (adaptado). "A Alegoria da Caverna"_ Platão, in "A República"; Livro VII, 514a-517c. Asas do ArquitetoDédalo, arquiteto e inventor grego, projetou para o rei Minos o labirinto onde o Minotauro foi aprisionado. Após Teseu conseguir entrar no labirinto, matar o Minotauro e fugir, com a ajuda de Medéia, o rei Minos mandou prender o arquiteto e seu filho, Ícaro, no local. Para escapar, Dédalo construiu dois pares de asas utilizando-se de cera. Contudo, quando os dois estavam voando para longe do labirinto, Ícaro, empolgado com a possibilidade de voar, acabou indo alto demais e o Sol derreteu a cera de suas asas, fazendo com que caísse no mar, dando origem à ilha que recebeu o nome de Icária, em sua homenagem. October 14 Trabalho Voluntário, A Nova EscravidãoInimigos da Educação A maioria dos professores públicos rejeita o projeto "Amigos da Escola", da Rede Globo. Baseado em trabalho voluntário, com horário e tarefas pré-estabelecidas, mas sem remuneração, os professores conseguem ver a proposta privatista e sucateadora do projeto em relação à escola pública e de qualidade. Para quê concurso público ou aumento de salário se há gente querendo trabalhar de graça?! Assim, os governos economizam dinheiro para pagar aos banqueiros credores do Estado, que também são credores e acionistas da Rede Globo. Um perfeito círculo vicioso, quase uma mandala mística e sagrada, onde vemos o trabalho sem garantias, sem remuneração e sem vínculos substituir o trabalho de profissionais concursados e qualificados. A nova escravidão surge, assim, como uma forma exploratória dissimulada e mais cruel, onde o escravo aceita sua condição de excluído e ainda agradece ao seu dono a chance de poder ser explorado. A opinião dos educadores: "os amigos da escola", verdadeiros inimigos da educação, estão tirando a oportunidade dos verdadeiros profissionais da Escola. Não pretendo desvalorizar o voluntariado, mas mostrar a grandeza do voluntariado de trabalhadores que vão à escola fazer o trabalho de outros é um recurso nada ético". http://www.abpp.com.br/artigos/39.htm "se a moda dos amigos da escola pega não vai ser preciso pagar a mais ninguém para trabalhar com o ensino público; o Estado vai poder demitir mais trabalhadores da educação - de professores a merendeiras; o desemprego vai aumentar e o governo não vai mais precisar gastar um tostão dos recursos recolhidos pelo fisco com a escola". http://geosfera.vilabol.uol.com.br/fernandes.htm Falsas VerdadesPensamento Ingênuo A partir de hoje, registro aqui frases que vejo e ouço nas ruas, nos jornais, na TV, no rádio. Lembrando que por trás de toda ingenuidade há uma ideologia apaziguadora e conformista. vamos a eles: 1- não há motivos para guerra; 2- somos todos cidadãos; 3- trabalho voluntário não é trabalho escravo; 4- é preciso fazer caridade; 5- o trabalho enobrece o homem; 6- bandido bom é bandido morto; 7- educação garante o futuro; October 12 Quem é o Terrorista?Um Brasileiro em Londres é tido como suspeito ao sair de casa para ir trabalhar e, após entrar no metrô, é perseguido por policiais que o matam com um tiro na nuca. Na televisão, o seriado do momento é a história de um policial norte-americano que suspeita, persegue e tortura sem provas pessoas suspeitas de terrorismo (quanto de dinheiro o governo deve ter investido nesse "empreendimento" televisivo?). Jack Bauer não pensa, ele age! E isso faz toda diferença em um mundo onde os ricos estão cada vez mais ricos, e são cada vez mais minoria, e os pobres estão cada dia mais pobres, sendo imensa maioria. Para proteger seu patrimônio é preciso ter sangue frio e nenhuma comiseração. O que vale mais: um celular de última geração ou a vida de um homem que rouba o celular? O assassinato do brasileiro ficou por isso mesmo e Jack Bauer continua aplicando seus métodos na TV, sob o aval da Casa Branca. Até quando? October 11 Um Cão AndaluzUm homem afia sua navalha para, logo
após admirar a lua, fatiar o globo ocular de uma mulher viva. Assim começa Un Chien
Andalou, que Luis Buñel e Dalí filmaram em 1928, lançando as bases
do cinema surrealista e escandalizando as platéias. Cortar um olho nada
significaria, mas aqui o que se corta é a percepção acomodada e conservadora do
espectador, com a navalha do surrealismo, que revolucionaria também o cinema.
Formigas saindo da palma da mão de outro homem anunciam seu desejo e predizem
seu futuro. Dias Gomes, décadas depois, faria sair formigas do nariz de um de seus personagens, em Saramandaia, e Oh-Dae-Su, do filme Old Boy, ganharia Cannes com as mesmas formigas e predestinação. Com o movimento das câmeras, a maneira de filmar e o uso da música, nascia um novo cinema. Pena que Mussolini, Hitler e Franco não assistiram esse filme em suas juventudes. Deve ter sido proibido nos quartéis... Para assistir o filme completo (16 minutos de duração): http://www.youtube.com/watch?v=oQRmZvSo6Z0 "Got me a movie I want you to know Slicing up eyeballs I want you to know Girlie so groovy I want you to know Don't know about you But I am un chien Andalusia I am un chien Andalusia". Debaser (Black Francis) Pixies (p) 1989 4-A-D. Estado, Avião e TragédiaA Tragédia a
que me refiro não é a da queda do avião da Gol, mas a da implantação das
políticas neoliberais no país. Tais políticas pregam um Estado mínimo, onde as empresas e os organismos
nacionais (Febraban, FIESP) e internacionais (OMC, FMI, ONU) passam a ter poder
decisório no destino da nação, sob a lógica do mercado. Estado mínimo, lucro
máximo. Quanto menos regras para as empresas, maior o lucro destas. Quanto menos um
avião precisar pousar ou reabastecer, de acordo com sua quilometragem, maior a
economia da empresa, pois quanto menos rígidas as leis que regulamentam as
atividades do setor privado, maior o lucro dos seus acionistas. October 10 UtilidadesEm arquitetura existe um amplo debate sobre a forma e a função dos objetos materiais e dos seus graus de importância. Alguns estudiosos consideram este conflito superado, outros, algo sem solução. A função do objeto (seja edifício, seja equipamento, seja espaço urbano) seria um fator determinante e determinador da forma, defendem alguns. Mas, e se quiséssemos criar um grau, uma escala de importância dos objetos? os objetos possuiriam uma escala real de importância ou cada um possuiria sua própria significância no mundo material: uma faca seria mais importante do que uma colher? um garfo seria mais importante do que um computador? um ônibus seria mais importante do que um hospital? uma agulha mais importante do que um celular? Considerando esta discussão menos importante do que a vida e suas vicissitudes, proponho uma foto-montagem para sepultar o assunto, já que este espaço não foi criado para discussões nem para exemplos banais de democracia burguesa. O que, afinal, seria mais útil: um templo religioso ou um orelhão? Desbloqueie os pop-ups e clique na miniatura da foto abaixo. Abraços. Viaduto das EstrelasMas tem Pedágio... Mitos Mortos“Onde Fica o Cemitério dos Deuses Mortos? Algum enlutado ainda regará as flores de seus túmulos? Houve uma época em que Júpiter era o rei dos deuses, e qualquer homem que duvidasse de seu poder era 'ipso facto' um bárbaro ou um quadrúpede. Haverá hoje um único homem no mundo que adore Júpiter? E que fim levou Huitzilopochtli? Em um só ano – e isto foi há apenas cerca de quinhentos anos – 50 mil rapazes e moças foram mortos em sacrifício a ele. Hoje, se alguém lembrar-se dele, só pode ser um selvagem errante, perdido nos cafundós da floresta mexicana. Falando em Huitzilopochtli, logo vem à memória o seu irmão, Tezcatilpoca. Tezcatilpoca era quase tão poderoso: devorava 25 mil virgens por ano. Levem-me a seu túmulo: prometo chorar e depositar uma 'couronne des perles'. Mas quem sabe onde fica? E onde fica o túmulo de Quitzalcoatl? Ou o de Xiehtecutli? Ou o de Centeotl, aquela gracinha de deus? Em qual inferno perdido e desconhecido esperam pela ressurreição? Quem desfruta suas heranças? Onde fica a sepultura de Dis, de quem César dizia que era o principal deus dos celtas? o de Tarves, o touro? ou o de Moccos, o porco? o de Épona, a égua? Mullo, o asno celestial? Houve uma época em que os irlandeses reverenciavam alguns desses deuses, mas hoje até o mais bêbado deles só consegue rir disso. Mas eles têm companhia no oblívio: o inferno dos deuses mortos é tão superlotado quanto o inferno presbiteriano para bebês. Todos foram deuses poderosos em seu tempo, adorados por milhões, cheios de exigências e imposições, todos capazes de unir e desunir – enfim, deuses de primeira classe. Mas o que terá acontecido a Sutekh, antigo deus de todo o vale do Nilo? Durante gerações, os homens trabalharam para construir-lhes vastos templos – cada qual com pedras do tamanho de um bonde. O trabalho de interpretar os seus caprichos ocupava milhares de sacerdotes, bispos e arcebispos. Desafiá-los significava a morte, geralmente na fogueira. Os exércitos os defendiam contra os infiéis: cidades eram queimadas, mulheres e crianças chacinadas, seu gado afugentado. No fim das contas, no entanto, todos declinaram e morreram, e, hoje, não se encontra uma única alma penada para reverenciá-los. Todos foram deuses da mais alta eminência. Muitos são mencionados com temor e respeito no Velho Testamento. Há 5 ou 6 mil anos, estavam taco a taco com o próprio Jeová, e o mais galinha-morta de todos era muito superior a Thor. Pois foram todos para o nada. Peça ao seu vigário que lhe empreste um bom livro sobre religião comparada: você encontrará todos eles devidamente listados. Todos foram deuses da mais alta dignidade – e todos estão mortos”. H. L. Mencken, crítico literário e escritor norte-americano - 1902/1976. Referências: http://www.str.com.br/principal.php http://www.geocities.com/gilson_medufpr/ http://www.2think.org/ http://www.atheists.org/ http://www.atheistalliance.org/ Mitos, Deuses e Lendasεὐσέβεια October 08 Surrealismo e RevoluçãoO Código Surrealista "O que queremos: Para o surrealista, a realidade é algo construído pelos homens e a realidade
dos homens seria um processo "cultural", inventado, artificial, em
que todos estão embebidos_ contrapondo-se aos processos naturais ou biológicos.
" Abraços surrealistas. Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Andr%C3%A9_Breton; http://www.culturabrasil.pro.br/breton.htm (manifesto do
surrealismo); Ideologias e ArmadilhasNo mundo há muitas armadilhas Ferreira Gullar No mundo há muitas armadilhas e o que é armadilha pode ser refúgio e o que é refúgio pode ser armadilha Tua janela por exemplo aberta para o céu e uma estrela a te dizer que o homem é nada ou a manhã espumando na praia a bater antes de Cabral, antes de Tróia (há quatro séculos Tomás Bequimão tomou a cidade, criou uma milícia popular e depois foi traído, preso, enforcado) No mundo há muitas armadilhas e muitas bocas a te dizer que a vida é pouca que a vida é louca E por que não a Bomba? te perguntam. Por que não a Bomba para acabar com tudo, já que a vida é louca? Contudo, olhas o teu filho, o bichinho que não sabe que afoito se entranha à vida e quer a vida e busca o sol, a bola, fascinado vê o avião e indaga e indaga A vida é pouca a vida é louca mas não há senão ela. E não te mataste, essa é a verdade. Estás preso à vida como numa jaula. Estamos todos presos nesta jaula que Gagárin foi o primeiro a ver de fora e nos dizer: é azul. E já o sabíamos, tanto que não te mataste e não vais te matar e agüentarás até o fim. O certo é que nesta jaula há os que têm e os que não têm há os que têm tanto que sozinhos poderiam alimentar a cidade e os que não têm nem para o almoço de hoje A estrela mente o mar sofisma. De fato, o homem está preso à vida e precisa viver o homem tem fome e precisa comer o homem tem filhos e precisa criá-los. Há muitas armadilhas no mundo e é preciso quebrá-las. October 07 "VEJA" Quanta Mentira!!!VEJA mente A revista Veja, consumida por 800 mil assinantes no país, e comprada por mais 200 mil em bancas de jornais, alimenta, semana após semana, as opiniões de quem não está afim de se aprofundar em temas como economia e política, mas mesmo assim compra a revista para não se sentir tão alienado do mundo em que vivemos. Não sabem que estão consumindo o que de pior existe em matéria de jornalismo. Uma revista que manipula as notícias, que edita fotos de maneira criminosa, que propaga boatos e semeia a mentira de maneira banal. Diversos sites na internet tratam deste assunto de forma séria. Vale a pena a visita. Alguns deles: http://www.novae.inf.br/pensadores/veja_invencoes_elite.htm http://www.consciencia.net/midia/revistaveja.html http://www.novae.inf.br/pensadores/veja_covarde.htm Se você é assinante de Veja, pense melhor na possiblidade de assinar outra revista que não seja do grupo Abril-Civita. Se você discorda, então faça um pequeno exercício: tente, em todas as edições que você possui, encontrar uma única notícia favorável aos trabalhadores do Brasil, ou de outro lugar. Uma única notícia favorável a alguma greve, a algum movimento social legítimo. Não encontrará. Reproduza este artigo em seu blog ou site. Divulgue os sites e esta campanha contra esta revista inimiga do povo. Mas, se para você, isso não faz diferença, então continue lendo essa mentira... Endurecendo com os PobresA Opus Dei no Poder "Advogado formado pela Universidade de São Paulo (USP), católico e ex-reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, o governador Cláudio Lembo, de São Paulo, deu outra demonstração de dureza com o crime organizado ao elogiar o combate à Máfia nos Estados Unidos e na Itália: "Nos anos 30, não falavam em direitos humanos nos EUA e liquidaram todos os membros da Máfia'." http://ultimosegundo.ig.com.br/materias/brasil/2398501-2399000/2398523/2398523_1.xml A Raiva no Século XVIIIOra Que Melhora! "Na quinta-feira, 16 de junho de 1783, um lobo raivoso entrou nos limites de Créancey. Era um macho extraordinariamente grande: quando ereto, podia morder até quase uma altura de 2 metros. A primeira pessoa que ele atacou foi Pierre Bouteille, um vinhateiro de 29 anos, forte e vigoroso, mordendo-o na perna, no peito e no braço. O primeiro acesso de raiva de Pierre se deu em 22 de julho, quando estava na casa da mãe. Ao olhar um pequeno regato, ficou assustado e sentiu todo o corpo estremecer. Voltou então para casa e tentou beber para recuperar o equilíbrio, mas não conseguiu: seu terror aumentou. Deitou-se e não pôde conter os movimentos que o agitavam. No dia 23, por volta das 2 horas da manhã, pressentiu que teria acessos de fúria. Pediu então que fosse amarrado, mas isso apenas assustou os presentes, que decidiram fugir. Somente a esposa permaneceu com ele. A fúria temida ocorreu e ele fez de tudo para afastar a mulher, que não queria deixá-lo sozinho. Começou então a quebrar em seu quarto tudo o que podia: atravessou o vidro da janela com o punho, ensangüentando-se todo, arrancou os caixilhos e batentes, estraçalhou as madeiras e jogou tudo para fora. Destruiu tudo com uma só mão, já que a outra segurava um crucifixo. O pastor chegou e aproximou-se da porta fechada, (...) e conseguiu persuadi-lo de que, para não se matar e não matar a outros, era preciso tomar algumas precauções. Com uma corda, ele foi amarrado nas barras da janela. Durante a operação houve acessos de fúria: Pierre estremecia e emitia gritos que assustavam a todos. Quando a fúria diminuiu, amarraram-lhe as pernas e os braços, e o deitaram numa cama de palha (...). Enquanto era amarrado, Pierre Bouteille dizia: 'Tomem cuidado para que eu não os arranhe' e fechava os punhos com toda força para evitar que isso acontecesse. Até o meio-dia passou maus momentos. Por fim, ficou fraco, babou e expirou por volta do meio-dia e meia, sem se desfigurar muito. (...) Foi sepultado em 24 de julho". A religião era também um recurso contra a doença, considerada diabólica. Os que cruzavam um cachorro ou um lobo raivoso deviam, preventivamente, "rezar cinco pais-nossos, cinco ave-marias, fazer duas vezes o sinal da cruz e recitar o glória ao pai". A evocação de Santo Huberto impunha-se a todas as pessoas mordidas por um animal infectado. Na Idade Média, a raiva era designada pela expressão "mal de Santo Huberto". Os pacientes, caso pudessem, deviam ir em peregrinação ao mosteiro de Andage. Os monges dispunham de duas cruzes, que aqueciam. Uma delas destinava-se aos seres humanos, a outra aos animais. O oficiante aplicava a cruz apropriada na mordida pronunciando a fórmula "Per merita Dionisii et Huberti sanet te Dominus" [Pelos méritos de Dionísio e de Huberto, que o Senhor te cure], enquanto o doente rezava cinco pais-nossos". http://www2.uol.com.br/historiaviva/conteudo/materia/materia_34.html Entrevista com James PetrasMST, CUT, Neoliberalismo e Lula Em uma entrevista realizada um dia após as eleições presidenciais, o sociólogo norte-americano James Petras expõe suas primeiras impressões sobre o processo eleitoral brasileiro. Abaixo, alguns dos principais trechos da entrevista para a rádio Centenário, do Uruguai, que pode ser lida integralmente no Portal Rebelion: "Lula desarticulou tudo o que era o movimento popular, a CUT é um braço do Ministério de Trabalho, o MST está dividido, dizem que dão apoio crítico a Lula, mas esse é um apoio crítico a um neoliberal e corrupto. Parece-me outra indicação da desorientação política do MST, que foi grande autoridade moral da esquerda por 25 anos. Lula criou todo um bloqueio e as pessoas agora já não têm realmente um referencial de esquerda a nível nacional". "Existe Heloísa Helena, existe o PSOL, o novo sindicato Conlutas, mas as grandes tendências vão até a direita. Lula legitimou o neoliberalismo, aprofundou as privatizações e esta política do Bolsa Família qualquer político conservador pode continuar sem nenhum problema (...)". Entrevista completa: http://www.rebelion.org/noticia.php?id=38702%60 Fonte: http://www.pstu.org.br/eleicoes2006_materia.asp?id=5742&ida=0 Para Ronald ReaganÀ Morte de Um Canalha Por Mario Benedetti Os canalhas vivem muito, mas algum dia morrem OBITUÁRIO COM ‘HIP-URRAS’ Vamos festejá-lo venham todos os inocentes os lesados os que gritam à noite os que sonham de dia os que sofrem no corpo os que alojam fantasmas os que pisam descalços os que blasfemam e ardem os pobres congelados os que amam alguém os que nunca se esquecem vamos festejá-lo venham todos o crápula morreu acabou-se a alma negra o ladrão o suíno acabou-se para sempre ‘hip-hurra’ que venham todos vamos festejá-lo e não-dizer a morte sempre apaga tudo a tudo purifica qualquer dia a morte não apaga nada ficam sempre as cicatrizes ‘hip-hurra’ morreu o cretino vamos festejá-lo e não-chorar por vício que chorem seus iguais e que engulam suas lágrimas acabou-se o monstro prócere acabou-se para sempre vamos festejá-lo a não-ficarmos tíbios a não-acreditar que este é um morto qualquer vamos festejá-lo e não-ficarmos frouxos e não-esquecer que este é um morto de merda O CilícioObscurantismo e Medievalismo O Cilício é um objeto metálico para ser amarrado na altura da virilha, constituído de argolas e ganchos afiados que se pregam na carne das pernas, causando dor, desconforto e até sangramento. Ainda hoje muito usado para combater excitações de cunho sexual, e como forma de resistir às tentações do mundo moderno, por católicos, padres e membros da Opus Dei. Que voltem, então, todos para a Idade Média e vivam das esmolas que tanto gostam! "O Cilício: Veste grosseira ou instrumento de mortificação que certos ascetas usavam ou usam para dominar os sentidos, reparar pecados ou unir-se aos sofrimentos redentores de Jesus Cristo. Os pastorinhos de Fátima, sem nada saberem de ascese, usaram como cilício uma corda que os fazia sofrer pela conversão dos pecadores".
Fonte: Enciclopédia Católica Popular http://www.agencia.ecclesia.pt/catolicopedia/artigo.asp?id_entrada=325 "No caso dos cilícios e disciplinas, é o devoto que manifesta e atua, embora consciente das suas limitações, no sentido de mostrar-se disposto a participar dos sofrimentos de Cristo, por amor à humanidade. Sempre por amor à humanidade, unido a Cristo na sua Paixão". "O espírito do Opus Dei incentiva a cultivar a oração e a penitência, como meios de manter o empenho por santificar as ocupações habituais. Por isso, os fiéis da prelazia incorporam à sua vida determinadas práticas assíduas".
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Opus_dei Clique na foto abaixo para ampliá-la e veja o objeto tão cobiçado entre os religiosos... |
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